• Felipe S. Brandão

Posso transferir o seguro do meu carro para outra pessoa?

Assim como quem dirige algum carro, nem sempre é o dono, podemos falar que o seguro do automóvel pode não estar no nome do proprietário. Pois bem, essa dúvida pode ser a sua. Afinal, estar com o veículo segurado é muito importante nos dias de hoje.


Porém, como muitos não têm meios de financiar um automóvel e pedem para um familiar realizar a transação, o mesmo pode acontecer ao contratar um seguro auto.


E nessa hora que chega o momento da dúvida que responderemos neste artigo: Posso transferir o seguro do meu carro para outra pessoa? Continue a leitura para saber mais.


É permitido transferir o seguro do meu carro para outra pessoa?


Para responder essa questão temos que levar em consideração algumas situações. Por exemplo, quando falamos em seguro de carro, levamos em consideração três figuras principais. São elas:


  1. O segurado: a pessoa contratante do serviço de seguro do automóvel ou moto, enfim, é essa pessoa que analisará a proposta, bem como assinará a apólice, entre essas coisas;

  2. O proprietário do carro: agora, o proprietário do carro, que não necessariamente é o segurado, é quem tem o veículo em seu nome registrado no departamento de trânsito estadual local;

  3. O condutor principal: neste caso, o condutor principal, é a pessoa que passa a maior parte do tempo dirigindo o veículo. Nos casos em que há mais de uma pessoa que possa conduzir o automóvel.


É claro que as seguradoras não impedem que o carro ou a moto sejam emprestadas, porém, se ocorrer algum sinistro com essa pessoa que não está na apólice, a seguradora poderá negar o pedido de indenização.


Enfim, tudo isso é levado em consideração pela seguradora na hora de elaborar uma proposta de orçamento.


Portanto, trocando em miúdos, você não pode transferir o seguro do seu carro para outra pessoa. Os dados contidos na apólice são pessoais e de uso intransferível.


Ou seja, na hora de precificar o seguro, os seus dados são levados em consideração, como localização, idade, CEP de circulação, se há garagem coberta, entre vários outros aspectos que não somente o modelo e ano do carro, por exemplo.


Se assim fosse, a transferência de seguro seria muito mais simples e menos burocrática.


No entanto, a empresa também tem que contar com alguma segurança nos dados obtidos.


Portanto, quando há transferência de veículo para outro dono, há troca de dados importantíssimos. Neste caso, outro contrato é necessário. Explicaremos melhor a seguir.



Se não posso transferir o seguro, o que posso fazer?


Como adiantamos anteriormente, quando há troca de veículos, seja por venda, ou outro motivo, o contrato deverá ser outro. Ainda que, se a pessoa que for a segurada quiser continuar contando com esse serviço, o processo é mais simples.


Isto é, ela deve comunicar à seguradora para que esta realize a substituição do automóvel na apólice através de um documento chamado endosso.


O processo é simples e você não deixa de ficar segurado, ou seja, você não perde as parcelas já pagas até o momento. Mesmo tendo que arcar com uma possível diferença de preços, os benefícios ainda são maiores. Por exemplo:


  • O segurado não perde a classe de bônus, aquela bonificação caso não haja nenhum sinistro envolvendo o seu automóvel durante um ano, já que ele está vinculado ao seu CPF e não ao veículo;

  • Se o valor for menor que as parcelas ainda vigentes, a seguradora poderá reembolsá-lo;

  • Você não ficará sem seguro em nenhum momento.


Viu como é interessante contar com um seguro responsável que cuide de seus bens? Principalmente se manter essa relação de confiança. O corretor e a seguradora costumam bonificar o bom cliente.


Agora, veremos outro caso que pode gerar dúvida.


E se eu não tiver um novo veículo para substituir?


Agora, no caso de você apenas vender o seu veículo, e não há como substituir ou transferir o seguro de seu carro, será preciso então cancelar o contrato com essa seguradora. Daí, não há mais o que fazer com as parcelas que já foram pagas.


No entanto, se ainda houver parcelas em aberto, o valor é devolvido integralmente para o segurado.



Quando o seguro pode estar no nome de outra pessoa?


Como mencionamos anteriormente, há sim casos em que o seguro está no nome de uma pessoa, mas o proprietário do veículo é outro.


No entanto, geralmente, são casos claros em que o segurado é o pai ou a mãe, e na apólice consta o filho como condutor principal, por exemplo. Ou seja, são pessoas da mesma família que concordam com os termos da proposta.


Assim, é possível que o carro esteja nos nomes dos pais, mas conduzido pelo filho. Agora, em casos mais complicados, como por exemplo, a compra de um veículo em que a pessoa não transferiu esse veículo e mesmo assim deseja segurá-lo.


Neste caso, todas as partes deverão ser contatadas e estar a par das cláusulas da apólice.


E se eu vender o carro com o seguro?


Agora que você sabe que não é permitido transferir o seguro do seu carro para outra pessoa, como acontece se você vender esse carro com seguro?


Simples, o seguro não realizará qualquer tipo de indenização caso haja algum sinistro envolvendo o novo dono. Afinal, as informações não foram atualizadas, portanto, por mais que haja boletim de ocorrência, por exemplo, a seguradora questionará a falta de comunicação.


Portanto, as chances de haver indenização são mínimas. Então, é importante sempre que houver alguma mudança, por menor que seja, é necessário avisar a seguradora.


Mudanças de condutores, endereço, veículo, se você colocou portão automático na garagem, tudo isso conta na hora de fazer o orçamento e pode mudar o valor do seguro.


Em outras palavras, reforçamos que manter um relacionamento com a seguradora é muito importante para todos. Então, mantenha todos os seus dados atualizados que a indenização será paga sem maiores problemas.


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